8 Tipos de títulos públicos e privados que existem no Brasil

8 Tipos de títulos públicos e privados que existem no Brasil

Na hora de começar a investir, é essencial conhecer e explorar os tipos de títulos disponíveis no mercado financeiro. Eles se dividem em duas categorias: títulos públicos e privados.

Enquanto os primeiros são emitidos pelo Governo, os segundos são criados por instituições financeiras e empresas de setores variados. Então, os dois grupos podem apresentar diferenças significativas entre si.

Para avaliar se algum deles faz sentido para o seu portfólio e interesses, veja os diferentes títulos disponíveis e suas principais características!

Quais são os principais tipos de títulos públicos?

Para começar, vale conhecer quais são os títulos públicos. Como você viu, eles são emitidos pelo Governo. Para investir nos títulos públicos no Brasil, o caminho é o programa Tesouro Direto. Ele é uma plataforma que reúne os títulos do Tesouro Nacional.

Conheça os principais tipos de títulos públicos!

1. Tesouro Pré-fixado

O Tesouro Pré-fixado apresenta taxa de rendimento constante que é conhecida no momento do aporte financeiro. Independentemente das condições de mercado, o valor será mantido. Assim, o investidor tem previsibilidade sobre os resultados da sua aplicação.

Ele é uma alternativa de curto ou médio prazo e tem cobrança de Imposto de Renda (IR) de acordo com a tabela regressiva. A partir de 720 dias de aplicação de recursos, a alíquota atinge o patamar mais baixo — que é de 15%.

2. Tesouro Selic

Depois de conhecer a alternativa pré-fixada, vale saber como funciona o Tesouro Selic. Ele rende de forma pós-fixada. Ou seja, está atrelado a um indicador de referência — que, nesse caso, é a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Então, os rendimentos recebidos pelo investidor equivalem a 100% da taxa Selic. Assim como todos os títulos públicos, o Tesouro Selic tem liquidez diária, pois o Governo garante a recompra no caso de resgate antecipado.

A tributação de IR também é de acordo com a tabela regressiva, assim como nas demais alternativas do Tesouro Direto.

3. Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é mais uma opção de título público. Ele costuma ser orientado para o longo prazo, pois diversos títulos tem data de vencimento mais longa. Assim, pode ser interessante para quem deseja se aposentar ou complementar o valor recebido na aposentadoria.

O rendimento ocorre de acordo com o IPCA, que é uma medida da inflação na economia brasileira. Além da taxa pós-fixada, há uma taxa pré-fixada. Assim, o rendimento do título é sempre acima da inflação — protegendo o dinheiro da perda de poder de compra.

Tanto o Tesouro Pré-fixado quanto o Tesouro IPCA apresentam uma alternativa com pagamento de juros semestrais. Diferente dos títulos tradicionais, nesses há crédito dos juros na conta do investidor a cada semestre.

Vale destacar que nenhum título público conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ele é voltado para algumas aplicações privadas, mas o Tesouro Direto reúne os investimentos considerados mais seguros do país.

Quais são os principais tipos de títulos privados?

Depois de conhecer as aplicações públicas, é hora de conhecer os títulos privados. A principal diferença entre eles é a emissão, que é feita por uma instituição privada.

Confira os principais títulos privados disponíveis!

4. CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por bancos. O retorno da aplicação pode ser pré-fixado ou pós-fixado. No segundo caso, é comum que ele seja expresso em porcentagem do CDI.

De modo geral, quanto maior for o risco da aplicação, maior é a porcentagem oferecida pela instituição bancária. Os CDBs costumam ter prazos curtos e médios e alguns títulos têm liquidez diária. Eles contam com a proteção do FGC.

5. LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são títulos com lastro nos mercados de imóveis e do agronegócio, respectivamente. Semelhante ao CDB, elas podem ter rentabilidade pré-fixada ou pós-fixada.

A principal diferença delas é que são isentas de Imposto de Renda. No entanto, é comum que apresentem liquidez mais baixa e demandem investimentos mínimos maiores.

6. CRI e CRA

Siglas para Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA), esses títulos também estão atrelados a tais setores. Assim como LCI e LCA, são isentos de IR, mas geralmente apresentam riscos um pouco maiores (o que pode ser acompanhado pela rentabilidade).

7. LF

A letra financeira (LF) é um dos tipos de título com foco no longo prazo. É uma alternativa que costuma render de acordo com o CDI, mas também pode estar atrelada ao IPCA ou mesmo ser pré-fixada. Dependendo do título, há o pagamento de juros semestrais.

8. Debêntures

Por fim, outro título privado que deve ser conhecido é a Debênture. Elas são emitidas por empresas, que buscam captar recursos para quitar dívidas ou financiar projetos.

Assim como outras aplicações, a rentabilidade dela pode ser pré-fixada, pós-fixada ou híbrida. O prazo costuma flutuar de 3 a 5 anos, mas também há títulos com vencimento mais longo. Em relação à liquidez, ela normalmente é baixa.

A cobrança de IR acontece de acordo com a tabela regressiva nas debêntures tradicionais. No entanto, debêntures incentivadas são isentas de IR.

Como escolher entre os tipos de títulos?

Como foi possível notar, os tipos de títulos são bem diferentes. Assim, eles atendem a perfis distintos. Logo, na hora de escolher, é preciso ter atenção a alguns fatores.

Primeiramente, vale entender qual é o seu perfil de investidor. Embora todas sejam alternativas da renda fixa, algumas oferecem mais riscos que outras. Então, saber qual é a sua tolerância é essencial para realizar boas escolhas.

Também é importante explorar os seus objetivos e identificar qual é a sua necessidade de liquidez. Lembre-se de que a rentabilidade não é tudo. Então, a análise dela deve estar acompanhada de outras questões igualmente relevantes.

Além disso, vale pensar em quais são os custos, tanto em relação ao investimento mínimo quanto à cobrança de imposto. Considere também a possibilidade de diversificar suas escolhas nos diferentes tipos de título.

Ao distribuir seus recursos em possibilidades de variados mercados e com comportamentos distintos, as potenciais perdas podem ser compensadas. A partir de todas essas questões, há como criar um plano de investimento sólido e que faça sentido para a sua realidade.

Agora, você conhece os variados tipos de títulos públicos e privados no Brasil. Cada um deles tem características próprias e podem atender a variadas necessidades e expectativas. Defina uma estratégia para ter uma carteira alinhada ao seu perfil e seus interesses!

Quer saber mais sobre o assunto antes de decidir como investir? Entre em contato conosco!

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