Investimento isento de Imposto de Renda: conheça 5 alternativas!

Investimento isento de Imposto de Renda: conheça 5 alternativas!

Os brasileiros precisam declarar e pagar Imposto de Renda sobre os ganhos que obtêm, seja com salário ou com investimentos realizados. Contudo, algumas opções do mercado contam com a vantagem de serem isentas de Imposto de Renda.

O benefício pode ser encontrado tanto em aplicações de renda fixa quanto em ativos da renda variável. Então, qualquer investidor consegue investir nas opções isentas, de acordo com seu perfil e objetivos.

Quer saber mais? Conheça 5 alternativas isentas e descubra como avaliar se a isenção é (ou não) uma vantagem para sua carteira!

5 investimentos isentos de Imposto de Renda

Vamos começar apresentando os investimentos que podem ser feitos na renda fixa e na renda variável sem a necessidade de pagar IR. Confira!

1. Letra de Crédito Imobiliário

O primeiro exemplo é a aplicação conhecida como LCI. Trata-se de um título da renda fixa que é emitido por instituições bancárias. Ela tem funcionamento semelhante a diversos outros ativos da mesma classe.

Por exemplo, apresenta determinada data de vencimento e especifica uma taxa de juros para pagamento do investidor. Os juros podem ser pré-fixados, quando a taxa já é conhecida, ou pós-fixado, quando acompanha um indicador econômico.

Os indicadores geralmente utilizados são o CDI (que tem valor próximo ao da taxa Selic) e o IPCA (o índice de inflação). As Letras de Crédito Imobiliário também podem ter rendimento híbrido, que combina um índice com uma taxa pré-fixada.

Você pode estar se perguntando por que LCIs são isentas de Imposto de Renda, diferenciando-se de outras aplicações da renda fixa. O motivo é que o dinheiro investido é utilizado pelo banco para financiar o setor imobiliário — visto como um dos setores relevantes para a economia brasileira.

2. Letra de Crédito do Agronegócio

A mesma lógica usada para isentar o IR da LCI é encontrada também em outra letra de crédito: dessa vez, do setor de agronegócio. Tanto atividades imobiliárias quanto do agronegócio são centrais para o Brasil. Por isso, o Governo Federal não cobra Imposto de Renda dos investidores.

É, portanto, uma forma de incentivar o investimento nos dois setores econômicos. Com a vantagem da isenção, mais investidores podem optar por aplicar dinheiro em LCI e LCA e o mercado consegue movimentar mais valores.

O funcionamento da Letra de Crédito do Agronegócio é muito semelhante à LCI em relação aos prazos de vencimento, formas de rentabilidade etc. Uma diferença delas para outros investimentos da renda fixa é que a quantia mínima a ser aplicada pode ser um pouco mais alta.

3. Debêntures incentivadas

Ainda falando sobre incentivos governamentais para setores importantes, as debêntures incentivadas são mais um exemplo de investimento isento de Imposto de Renda pelo mesmo motivo. No caso, elas se diferenciam das debêntures comuns.

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que precisam atrair capital para realizar suas atividades. Qualquer companhia que cumpra os critérios estabelecidos para emissão dos títulos pode oferecê-los, mas nem todas se encaixam no incentivo de IR.

As debêntures incentivadas são referentes a empresas que realizam atividades em setores centrais — como o de infraestrutura. Então, a empresa consegue emitir títulos isentos e, com isso, atrair investidores interessados na economia de imposto.

4. Distribuição de dividendos em ações

Na renda variável, as ações podem ser uma alternativa isenta — mas nem sempre. O contexto no qual não há cobrança de IR é na distribuição de dividendos das companhias. E o motivo é que a própria empresa já pagou imposto pelo dinheiro.

A companhia cumpre as obrigações com a Receita Federal quando faz o apurado do lucro. Assim, os dividendos distribuídos com acionistas partem do lucro líquido – ou seja, não há razão para pagar imposto novamente sobre o mesmo valor.

Entretanto, quem investe em ações precisa ficar atento para o fato de que a compra e venda dos papéis apresenta outras regras. Existe cobrança de imposto sobre o lucro obtido com a venda — inclusive em atividades de especulação, como o day trade.

Além disso, os acionistas que recebem outros tipos de proventos oriundos de suas ações podem vir a pagar IR sobre eles. É o caso dos juros sobre capital próprio (JCP). Diferente dos dividendos, há cobrança de imposto sobre o JCP, pois a empresa distribui o lucro antes de pagar o IR correspondente.

5. Proventos de fundos imobiliários

A renda variável também tem outro exemplo de investimento isento de Imposto de Renda: os Fundos Imobiliários (FIIs). Semelhante às ações, eles apresentam a distribuição de proventos — que geralmente são mais frequentes.

Os cotistas que recebem parte do lucro de FIIs não precisam pagar imposto sobre ele. Então, investir em fundos imobiliários é uma forma de ter renda passiva e isenta. Os lucros vêm da negociação de imóveis (seja venda ou aluguel) ou de títulos do setor imobiliário.

Mais uma vez, é preciso ficar atento a uma informação: o que é isento de Imposto de Renda nos seus investimentos em FIIs é o recebimento de proventos. Caso você venha a obter lucro vendendo cotas dos fundos pode haver necessidade de pagar IR correspondente.

Investimento isento de Imposto de Renda: quando vale a pena?

Certamente muitos investidores veem a vantagem de isentar Imposto de Renda como um benefício interessante. Mas será que os investimentos sem IR serão sempre mais vantajosos do que outros que cobram imposto?

Na prática, não é possível afirmar isso. Afinal, a rentabilidade de um investimento deve ser avaliada considerando seu potencial líquido. Ou seja, alguns investimentos terão rendimentos maiores do que outros, mesmo apresentando a cobrança de IR.

Um exemplo evidente do fenômeno é quando consideramos a poupança. Ela é isenta de Imposto de Renda, mas apresenta uma das menores rentabilidades do mercado financeiro. Logo, diversas alternativas sem isenção são mais vantajosas do que ela.

O mesmo vale para as demais opções. Não se esqueça, ainda, que a rentabilidade não deve ser o único ponto considerado. Suas escolhas em relação aos investimentos também precisam ser guiadas por seu perfil e objetivos.

O ideal é diversificar sua carteira com investimentos que combinem boas vantagens em relação ao que você busca — segurança, rentabilidade, prazo etc. Não deixe de avaliar as opções com atenção antes de escolher.

Neste post, você conheceu exemplos de investimentos isentos de Imposto de Renda, mas viu que a característica não significa que eles serão sempre melhores. Apenas uma análise eficiente pode ajudar nas suas decisões.

Se tiver dificuldade para avaliar suas opções, considere contar com a ajuda de um assessor de investimentos!

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