Super Quarta: Expectativas para o Aumento de Juros no Brasil e EUA

Super Quarta: Expectativas para o Aumento de Juros no Brasil e EUA

A Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira, ela influencia todas as demais taxas de juros no país e é um dos principais elementos da estratégia de política monetária do Brasil. O valor dessa taxa é decidido pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, que a cada 45 dias se reúne para definir se a Selic aumenta, diminui se mantem estável.

No dia 4 de maio, a Selic foi elevada para 12,75% ao ano, sendo a sua 10ª alta. A decisão seguiu em linha com o que era esperado pelo mercado. Hoje, 15 de junho, acontece a super quarta, dia decisivo para os mercados, pois ocorrem as reuniões do Fomc (Federal Open Market Committee) e do Copom que vão ditar os reajustes que ficarão em vigor pelo próximo um mês e meio.

O que esperar das reuniões do Fomc e Copom?

Aqui pelo Brasil, a expectativa do mercado é que o Copom deva elevar a taxa Selic em 0,50% – saindo de 12,75% para 13,25% ao ano, sendo essa a 11ª alta consecutiva desde o início do ciclo de ajuste monetário que ainda não possui data para encerramento.

Já nos EUA, existe uma pressão ainda maior sobre o Fed (Federal Reserve). A aposta dos investidores é que o aumento nos juros seja de 0,75%, sendo esta a maior elevação desde novembro de 1994. Há quem espere a manutenção do ritmo atual de 0,50% e até mesmo uma elevação de 1 ponto percentual, considerada ultra agressiva, está na mesa. A decisão ocorrerá no final da reunião de política monetária do país, por volta das 15h (horário de Brasília).

Enquanto acompanhamos as decisões, as bolsas do mundo todo tiveram perdas significativas, devido a expectativa de que o Fed endureça sua política de juros.

ATUALIZAÇÃO

Conforme a expectativa do mercado, o Copom anunciou agora (15/6) final da tarde a alta de 0,5 ponto percentual, elevando a Selic para 13,25% ao ano. A decisão foi unânime e indica que na próxima reunião teremos um aumento da mesma magnitude.

“O comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, diz o comunicado.

Já nos EUA, o Fed eleva a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, na maior alta desde 1994, ficando na faixa entre 1,5% a 1,75% ao ano. Essa é a terceira elevação em 2022, após o início de um ciclo de alta de juros. A expectativa do mercado é que na próxima reunião, em julho, a taxa suba 0,75 p.p. novamente.

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