COE: O que é o Certificado de Operações Estruturadas?

COE: O que é o Certificado de Operações Estruturadas?

O mercado financeiro apresenta diversas possibilidades para os investidores. Aqueles que buscam mesclar a segurança da renda fixa com a rentabilidade da renda variável precisam entender o que é o COE e como ele funciona.

Esse tipo de investimento é montado com a combinação de títulos de crédito e estratégias em derivativos. Assim, o emissor do COE estrutura cenários para o desempenho de um ativo ou indexador nacional ou internacional.

Quer saber mais sobre o COE e aprender a investir por meio dessa modalidade? Continue a leitura e entenda mais sobre o assunto!

O que é COE?

COE é a sigla para Certificado de Operações Estruturadas. Na prática, ele é um produto financeiro que combina características de renda fixa e renda variável em um só título. Ele é criado a partir das operações estruturadas, montadas por instituições financeiras que oferecem o produto.

Os certificados geralmente têm um valor mínimo de investimento e um indexador definido. Além disso, o COE possui também uma data de vencimento e apresenta aos investidores diversos cenários de ganhos e perdas.

Dessa forma, trata-se de um produto que pode atender tanto os investidores ainda receosos em fazer investimentos mais agressivos quanto os mais experientes — que desejam diversificar suas aplicações em mercados mais sofisticados.

Quais são os tipos de COE?

Para continuar entendendo o que é COE e como ele funciona, chegou a hora de saber quais são os tipos. Existem dois estilos de COE no mercado brasileiro: de Capital Garantido e de Capital de Risco.

Certificado de Operações Estruturadas de Capital Garantido

Nesse tipo de COE, o investidor tem a garantia de receber de volta, no dia do vencimento do título, o valor inicial investido. Ou seja, se você aplicar R$1 mil em um Certificado de Operações Estruturadas, por exemplo, você não perderá esse valor em nenhum cenário.

Logo, mesmo quando o COE inclui ativos de renda variável ou derivativos — que são marcados por riscos maiores, não há perigo para o aporte original. Nesse caso, existe apenas o risco de perder o valor real do seu dinheiro, já que ele não será corrigido pela inflação do período em que ficou investido.

Certificado de Operações Estruturadas de Capital de Risco

Na segunda modalidade de COE, não há garantia de proteção à quantia investida. Ou seja, o investidor tem o risco de perder parte ou mesmo todo o valor inicial investido no título, de acordo com os resultados dos ativos ou derivativos que compõem o certificado.

Quais são os custos do COE?

Mais uma informação que você precisa ter sobre o COE é como se dá a cobrança de eventuais taxas. Existem alguns custos envolvidos na montagem do produto. Eles podem incluir taxas de corretagem em operações com ações, opções e outros derivativos, por exemplo.

Em alguns casos, é possível que o investidor precise arcar com outras taxas no momento de investir em COE. Raramente, pode ocorrer a cobrança da taxa de performance, caso a rentabilidade do investimento ultrapasse um índice de referência específico.

Com relação à tributação do Imposto de Renda, ela se dá de forma única, independentemente dos ativos e derivativos que compõem a estrutura do COE. A cobrança segue a tabela regressiva do IR (também usada em títulos de renda fixa e alguns fundos).

Quais são as vantagens e os riscos do COE?

Você está pensando em incluir COEs na sua carteira? É importante conhecer as vantagens e riscos deles antes de tomar uma decisão.

Em relação aos riscos, podemos dizer que eles variam de acordo com cada certificado, já que eles podem envolver ativos e derivativos diversos.

Então, é preciso avaliar as características de cada um. Por exemplo, em ativos de renda fixa há o risco de crédito do emissor. Lembre-se de que os certificados não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Outro ponto é o risco de perdas na possibilidade de resgate antecipado. Vale a pena entender as regras de cada produto. Além disso, como você viu, o dinheiro aportado pode estar protegido ou em risco, a depender do tipo de COE.

Entre as vantagens do certificado de operações estruturadas, podemos destacar:

  • possibilidade de internacionalização dos investimentos sem a necessidade de enviar recursos ao exterior;
  • oportunidade de customização por parte do investidor, obedecendo os requisitos mínimos definidos pelo emissor;
  • tributação única e custos mais baixos em comparação com os investimentos feitos nos ativos e derivativos separadamente;
  • acompanhamento do desempenho como um único ativo na conta, facilitando a observação;
  • possibilidade de mesclar segurança e rentabilidade de forma diferenciada pela combinação de diferentes ativos e derivativos.

Para quem pode ser indicado?

Uma das principais características do COE é combinar investimentos de modalidades diferentes, criando algo novo. Assim, ele pode ser uma forma de investir em renda variável sem correr tantos riscos, por exemplo.

De maneira semelhante, é possível que o COE persiga possibilidades de rendimentos maiores, mesmo tendo ativos de renda fixa na composição. Assim, ele pode ser adequado para investidores que queiram aproveitar diferentes combinações.

O COE de Capital Protegido, especialmente, pode ser indicado para investidores com perfil de risco conservador ou moderado. Isto é, pessoas que buscam exposição à renda fixa ou renda variável sem risco de perder o montante investido.

Já a outra modalidade de COE, sem capital protegido, é mais arriscada. Por isso, pode ser adequada para investidores com perfil moderado e agressivo. Logo, pessoas que aceitam encarar riscos mais significativos, em busca de rentabilidade.

Como investir em COE?

Agora que você conhece as características do COE, descobrirá que investir nesse certificado é muito simples. O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de valores. Depois, avalie o seu perfil e seus objetivos pessoais para escolher o produto adequado para o seu caso.

Lembre-se de ler com atenção o Documento de Informações Essenciais (DIE) dos COEs que achar mais interessantes. O documento trata do funcionamento e dos riscos do certificado. Por fim, basta transferir os recursos para a corretora e começar a investir.

Depois de conhecer mais sobre o COE neste artigo, você já pode avaliar a possibilidade de acrescentá-lo (ou não) na sua carteira de investimentos. Para isso, não deixe de analisar o seu perfil de risco e conhecer as suas expectativas com relação ao desempenho do produto.

Quer ter o apoio de uma assessoria de investimentos no momento de investir? Entre em contato conosco e saiba como podemos lhe ajudar!

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