Perspectivas na Economia: O que esperar para o 2º semestre

Perspectivas na Economia: O que esperar para o 2º semestre

O primeiro semestre a recém terminou e já estamos entrando na segunda quinzena de julho. O mês passado foi um período de grande volatilidade para os mercados globais devido a inflação e a potencial recessão que pode ser desencadeada pelo aperto das condições monetárias se espalhou pelo tecido econômico em todos os continentes. No Brasil, o Ibovespa fechou junho com queda de 11,5%, sendo essa a maior queda mensal desde o começo da pandemia. Esse número levou a bolsa para o patamar negativo no acumulado do ano, com quase 6% de desvalorização.

Mas ao avaliarmos o semestre sob a ótica dos investidores estrangeiros, a bolsa brasileira foi a que apresentou o melhor comportamento em dólar, sendo favorecida pela alta das commodities no mercado internacional. Essa mesma alta dos preços das commodities atraiu dólares para o país, assim como o excessivo desconto dos ativos brasileiros em 2022. Apesar da volatilidade que encerrou o primeiro semestre, tivemos um ingresso de moeda estrangeira de quase R$ 15 bilhões. Aliás, 2022 está sendo o ano de maior entrada de capital estrangeiro para a bolsa brasileira dos últimos 14 anos.

Para essa próxima metade do ano, os fatores que movimentaram o mercado no primeiro semestre permanecerão, mas somaremos a esse rol de variáveis as eleições presidenciais no Brasil, o que deve agitar as coisas por aqui. Mas o que queremos dizer?  Os juros subirão mais, guerra sem previsão de fim e incertezas com relação à política de Covid zero na China ditarão o tom. Uma coisa é certa, o Brasil está barato. Níveis parecidos aos de 2008, com uma vantagem: hoje, as empresas estão menos endividadas do que antes, pois aproveitaram bem o período de juros mais baixos para rolarem suas dívidas, trocando dívida curta e cara por dívida longa e barata.

E os juros estão chegando no limite. Aos investidores, dizemos o que sabemos, e não o que decoramos. Aproveitem o momento, ciclos de preços como os atuais são oportunidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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