Quais os principais tipos de investimento em renda variável?

Quais os principais tipos de investimento em renda variável?

O investimento em renda variável é aquele que não tem regras de remuneração conhecidas no momento do aporte. Diferente da renda fixa, o investidor não sabe quais serão os ganhos — ou até se eles ocorrerão — dentro de determinado período.

Consequentemente, a alternativa apresenta mais riscos, pois está exposta aos movimentos do mercado financeiro. Ao mesmo tempo, pode oferecer maior potencial de ganhos.

Os investimentos de renda variável podem ser negociados na bolsa de valores. No entanto, existem alternativas que estão disponíveis apenas nas plataformas de investimento da sua corretora de valores.

Se você tiver interesse no tema, a melhor opção é conhecer as possibilidades disponíveis no mercado. Por isso, descubra a seguir quais são os principais tipos de investimento em renda variável e veja se alguns deles fazem sentido para o seu portfólio!

Ações

As Ações são bastante conhecidas quando o assunto é investimento em renda variável. Trata-se de papéis que representam uma fração do capital social de uma empresa. A negociação acontece na bolsa de valores.

Investir em Ações significa se tornar sócio do negócio. Os ganhos podem ser gerados de duas formas principais. A primeira é na valorização dos papéis. Se você compra uma Ação em uma oferta pública inicial ou no mercado secundário e ela se valoriza, por exemplo, é possível vender com ganho de capital.

A outra forma de rentabilidade envolve o pagamento de proventos. As empresas preveem a distribuição de uma parcela dos lucros periodicamente em forma de dividendos ou juros sobre capital próprio. Nesse caso, os investidores recebem a renda passiva ao longo do tempo.

ETFs

O investimento em Ações de modo individual não é o único caminho na renda variável. Também há a chance de investir em fundos que funcionam como uma espécie de carteira de Ações.

É o caso do ETF (Exchange Traded Fund) ou fundo de índice. Ele tem o objetivo de replicar a carteira teórica de um índice de referência.

Para entender melhor, considere o Ibovespa — o principal indicador da bolsa de valores B3. Ele reúne Ações de mais de 60 empresas, entre as que atendem critérios de preço e volume de negociação. O BOVA11 é um dos ETFs correspondentes a ele.

Há outros índices que podem ser usados, como o S&P 500, que considera as 500 maiores empresas com Ações negociadas nos Estados Unidos. O ETF aloca seus recursos procurando seguir a proporção do indicador. Com isso, você alcança resultados bem semelhantes às movimentações dos indicadores.

BDRs

O Brazilian Depositary Receipts (BDR) é mais um investimento da renda variável focado em Ações. Dessa vez, no mercado externo. Ao investir em BDR é possível atrelar seus recursos em uma empresa estrangeira, mas sem se envolver na burocracia de abrir uma conta internacional.

Uma instituição financeira (a depositária) é o agente intermediário. Ela adquire as Ações internacionais e emite os BDRs no Brasil. Eles são certificados atrelados aos papéis do exterior e o investimento se dá na própria B3.

FIIs

Pensando no investimento em renda variável, os Fundos de Investimento Imobiliário são alternativas coletivas e voltadas para o mercado de imóveis. Primeiramente, é preciso saber que há três principais tipos diferentes. São eles:

  • fundos de tijolo: investem, predominantemente, em imóveis físicos — como edifícios, salas comerciais, hotéis e shoppings;
  • fundos de papel: alocam a maior parte dos recursos em títulos de renda fixa com lastro no mercado imobiliário;
  • fundos de fundos: direcionam os recursos para a aquisição de cotas de outros FIIs.

Diferente de outros Fundos de Investimento, os FIIs têm cotas negociadas na bolsa de valores. Outra característica deles é a possibilidade de distribuição de dividendos frequentes. Em especial, nos fundos voltados ao aluguel de imóveis.

Fundos Multimercado

Os Fundos Multimercado são assim chamados porque preveem um investimento diversificado em alternativas da renda variável e da renda fixa. Os recursos são alocados de acordo com a estratégia de cada fundo, que pode ser mais agressiva ou conservadora, por exemplo.

No geral, é possível haver o investimento em Ações, FIIs, ETFs, câmbio, Ouro, derivativos, títulos públicos ou privados etc. A compra das cotas nessa modalidade de investimento se dá por meio da plataforma das corretoras de valores.

Derivativos

Os derivativos são alternativas da renda variável cujo preço depende do comportamento de um ativo. Eles também são negociados na bolsa de valores, mas em outros ambientes — como mercado futuro.

No seu funcionamento, ele apresenta três possibilidades distintas. O mercado a termo é a primeira possibilidade quando o assunto é derivativos e consiste em firmar um compromisso de compra ou venda de um ativo, por determinado valor em um período específico.

Já o mercado futuro é parecido com o mercado a termo, com a diferença de que é possível ter liquidez e vender o direito de compra ou venda para outro investidor interessado. Por sua vez, o mercado de opções envolve a aquisição do direito (e não a obrigação) de comprar ou vender ativos.

As três possibilidades podem ser utilizadas tanto para proteger a carteira de possíveis oscilações e perdas quanto para fazer especulação e alavancagem. Ela permite operar com um valor maior do que você realmente dispõe fisicamente, desde que haja a apresentação de garantias.

Ouro

Por fim, o investimento em Ouro é mais uma escolha da renda variável. É geralmente utilizado por quem busca fazer a proteção (hedge) de carteira. Isso se dá pelo fato de a cotação do Ouro estar descorrelacionada de outros investimentos.

Quando há uma queda na bolsa de valores, por exemplo, é comum que a cotação do metal suba. Assim, é possível equilibrar perdas — de modo semelhante ao que acontece com o investimento em Dólar.

As vantagens do Ouro estão em ser um metal nobre, escasso e cuja cotação não está atrelada a um determinado país. Então, ele costuma manter seu valor diante da queda de moedas, por exemplo, pois elas são mais voláteis.

Um jeito de fazer tal investimento em renda variável é por meio dos contratos futuros, que contam com lotes cheios ou fracionários. Também há como recorrer a fundos de investimento com lastro no metal.

Conclusão

Neste conteúdo, você conheceu diversos tipos de investimento em renda variável. Para escolher entre eles, é essencial avaliar o seu perfil de investidor e os seus objetivos. Também é preciso ficar atento aos riscos e às formas de manejá-lo.

Além disso, para realizar os seus investimentos é preciso ter uma conta em corretora de valores. Desse jeito, é possível acessar as diversas alternativas, seja na bolsa ou fora dela.

Como vimos, o investimento em renda variável pode apresentar maior potencial de ganhos. Algumas possibilidades servem, ainda, para proteger a carteira contra oscilações.

Com uma tomada de decisão orientada pelo seu perfil e por seus objetivos, é possível ponderar as vantagens e investir com muito mais eficiência!

Se quiser ajuda para começar a investir dessa forma, entre em contato com a Zahl!

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