Qual a quantidade de ações ideal em uma carteira de investimentos?

Qual a quantidade de ações ideal em uma carteira de investimentos?

O lema de não colocar todos os ovos em uma mesma cesta é muito presente entre os especialistas e os grandes investidores da bolsa de valores. De fato, é sempre importante diversificar a carteira. Mas é comum que as pessoas tenham dúvidas sobre a quantidade ideal de ativos.

Investidores novatos ou experientes podem se pegar pensando em quantas ações devem ter na carteira para equilibrar de maneira eficiente os riscos e a rentabilidade. A resposta para isso depende de vários aspectos.

Que tal saber quais são eles? Neste artigo, você verá como decidir a quantidade ideal de ações e de que forma escolher os melhores ativos!

Quais os riscos de uma carteira de ações?

Vamos começar entendendo por que existe a necessidade de fazer escolhas diferentes na bolsa de valores. Se você tem uma carteira de ações — ou qualquer outro investimento — está exposto a riscos. Então, é importante saber se proteger.

Os riscos podem ser divididos basicamente em dois tipos: o sistêmico e o não sistemático. O primeiro diz respeito a fenômenos que afetam todo o mercado de maneira geral. Por exemplo, uma grave crise econômica. Não é possível evitar o impacto dela nos seus investimentos.

Por outro lado, temos os riscos não sistemáticos. Eles também são chamados de riscos diversificáveis, pois não afetam o mercado como um todo. Portanto, eles impactam apenas determinadas empresas ou setores.

Como você pode ver, a diversificação de escolhas diminui sua exposição aos riscos não sistemáticos. Alguém que só tenha ações de bancos, por exemplo, fica exposto diretamente às adversidades do setor. Mas se a pessoa diversifica em outras áreas, o impacto de uma crise bancária no portfólio será menor.

Conhecer os riscos e colocar em prática formas de minimizá-los permite que você busque resultados mais equilibrados para a sua carteira. Assim, é possível passar com mais tranquilidade por momentos de baixa do mercado.

A importância da diversificação

Você acabou de ver quais são os principais tipos de riscos da bolsa e como a diversificação das escolhas pode ajudar a minimizá-los. Além de diminuir bastante o risco não sistemático, diversificar também pode amortecer o impacto de riscos sistêmicos.

Ainda que uma grave crise econômica afete o mercado como um todo, alguns investidores podem sofrer menos efeitos de queda. Determinados ativos, como o Dólar ou Ouro, por exemplo, são utilizados como forma de proteção nesses casos.

Isso se deve ao fato de que eles têm correlação negativa com a bolsa de valores. Ou seja, de modo geral, quando a bolsa está em queda, a cotação do Dólar e do Ouro costumam aumentar. Logo, ter ambos os investimentos na carteira é uma maneira de equilibrá-la.

Percebe como a diversificação é importante para um bom planejamento? Mas, afinal, qual seria a quantidade certa de ações para ter na carteira? Existem algumas teorias sobre o assunto, mas a resposta dependerá de cada investidor.

É possível aprender sobre o tema e basear suas escolhas a partir da estratégia de Peter Lynch — um dos maiores gestores de fundos de investimentos do mundo. Como trabalhou por décadas montando portfólios de fundos, ele entende muito de diversificação.

Para investidores individuais com carteiras menores, Lynch costuma aconselhar a escolha entre três e dez ações diferentes. Mas também vê vantagens em ter uma carteira maior, desde que o investidor consiga acompanhar com qualidade todas as ações que comprar.

Como decidir a quantidade de ações na carteira?

A diversificação das ações é uma estratégia não apenas para reduzir os riscos da sua carteira, mas também para procurar maiores rentabilidades. Ao distribuir seu patrimônio entre algumas empresas promissoras, suas chances de resultados podem aumentar.

Contudo, o sucesso depende também de uma boa estratégia para saber quantas ações ter na carteira. O ideal não é seguir um número arbitrário. É melhor refletir sobre o seu caso específico e pensar na melhor quantidade para você.

Então, veja a seguir alguns pontos relevantes para descobrir como montar uma carteira e investir em ações com mais eficiência!

Considere seu perfil de investidor

O perfil de investidor é um dos principais pontos de partida para qualquer decisão na carteira. Se você tem perfil moderado, o mais adequado é não investir uma parte significativa do seu patrimônio em ativos arriscados como as ações.

Então, a diversificação também ficaria limitada, já que investidores moderados não desejam se expor muito à renda variável. Por sua vez, os agressivos, que têm mais tolerância a riscos, podem apresentar um percentual mais elevado de capital na bolsa — diversificando mais neste tipo de investimento.

Vale lembrar que os investidores conservadores não estão aptos a investir em ações, pois possuem menor abertura a riscos.

Tenha cuidado com a falsa diversificação

Quando se fala em diversificação é muito importante ter em mente que não se trata apenas de escolher vários ativos para investir. Você precisa pensar na correlação entre eles para fazer escolhas realmente diversas.

Ter ações de empresas diferentes, mas do mesmo setor, não se configura como uma diversificação eficiente. Além disso, vale lembrar para investidores agressivos a relevância de manter uma parte da carteira em segurança — com ativos da renda fixa para reserva de emergência, por exemplo.

Não invista no que não conhece

Ainda falando sobre a armadilha da falsa diversificação, tenha cuidado com o impulso de comprar ações somente buscando diversificar. Não é interessante adquirir papéis de companhias que você não conhece ou não avaliou.

Uma carteira com muitos ativos que não são acompanhados provavelmente terá mais dificuldade para gerar resultados consistentes. Além disso, os riscos ficam maiores. Então, o ideal é você pensar em uma quantidade de ações que seja diversa e que possibilite o acompanhamento de perto.

Conte com uma assessoria de investimentos

Ao longo deste conteúdo, você percebeu que não há um número exato de ações para uma carteira de investimentos. A decisão é pessoal e deve considerar uma série de aspectos — como o seu perfil e a sua capacidade para analisar e acompanhar os ativos.

Uma maneira de facilitar o processo de conhecimento acerca das ações é contar com uma assessoria de investimentos. O assessor pode lhe ajudar a entender como funciona a bolsa de valores e o processo de diversificação. Ele também poderá indicar ativos para você investir de acordo com seu perfil e objetivos. Essas informações serão úteis para lhe ajudar a decidir como montar sua carteira da melhora forma.

Então conheça as oportunidades do mercado e avalie quais delas fazem sentido para o seu portfólio. Por fim, controle as ações que inclui na carteira e invista em conhecimento para tomar decisões mais eficazes na bolsa!

Precisa do apoio de uma assessoria de investimentos para lhe ajudar? Entre em contato conosco!

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