Sucessão patrimonial: saiba como planejar em 3 passos

Sucessão patrimonial: saiba como planejar em 3 passos

Embora ainda seja um tabu para algumas pessoas, a sucessão patrimonial é um assunto que precisa ser discutido. Afinal, não temos certeza sobre tudo o que acontecerá conosco ao longo do tempo. É importante pensar na sua tranquilidade financeira e na da sua família.

Portanto, vale a pena pensar que fazer um bom planejamento sucessório é fundamental para garantir a segurança financeira e jurídica dos membros da família. O processo também ajuda a proteger os bens que foram conquistados com muito trabalho e dedicação.

 Quer entender como planejar a sucessão patrimonial? Confira os 3 passos que podem tornar o processo mais simples e eficiente!

O que é sucessão patrimonial?

Apesar de ser um assunto delicado, pensar em oferecer segurança para a família após a nossa morte é necessário. Nesse sentido, a sucessão patrimonial faz parte desse desafio e acontece quando uma pessoa falece e seus bens precisam ser transferidos para os herdeiros.

Se pensar na morte já não é fácil, costuma ser muito mais difícil resolver as burocracias necessárias após perder um familiar. Por isso, é uma boa ideia fazer um planejamento sucessório. Ou seja, ter algumas atitudes em vida para facilitar a sucessão para seus beneficiários.

Uma das maneiras de fazer isso é preparar um testamento, registrando de forma organizada os seus bens, assim como a forma de partilha. Outro ponto importante é deixar uma parte do dinheiro em fácil acesso para os familiares.

A prática facilita a sucessão patrimonial, pois considera a necessidade de pagar pelo inventário para organizar os bens da pessoa que faleceu. O processo tem um custo significativo, portanto, algumas famílias podem enfrentar dificuldades para pagar por ele.

Também é necessário pensar que, além dos gastos, o inventário demanda tempo. Ele pode demorar desde alguns meses até anos, de acordo com a complexidade de cada caso. Assim, é mais um motivo para pensar na sucessão patrimonial e deixar os herdeiros mais bem amparados.

Qual é a importância de fazer o planejamento sucessório?

Como você viu, o planejamento sucessório é importante porque permite que você deixe resolvidas questões financeiras diversas. Sem ele, as questões poderiam gerar irregularidades, inseguranças e conflitos entre os beneficiários.

Além disso, quando você planeja a sucessão do patrimônio, está preservando seus bens e permitindo que todos os herdeiros sejam atendidos da forma como você definir. Logo, a vida dos seus familiares fica um pouco menos difícil após a sua partida.

Isso evita que as pessoas com as quais você se importa tenham que passar por um longo e burocrático processo de sucessão. Além das dificuldades com o luto, a burocracia traz mais obstáculos — podendo, inclusive, gerar mal estar e atritos entre os familiares. 

No planejamento sucessório, é possível definir quem serão os beneficiários, a porcentagem que será direcionada a cada um e demais aspectos que você queira organizar. Quem é sócio de alguma empresa, por exemplo, pode determinar qual herdeiro ficará na administração do negócio.

Optar pela sucessão patrimonial também pode ajudar a economizar com o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). O tributo varia entre os estados brasileiros e incide sobre a transmissão não onerosa de bens ou direitos, assim como ocorre com a herança.

3 Passos para fazer a sucessão patrimonial

Agora que você sabe o que é sucessão patrimonial e qual é a importância de começar um planejamento, é hora de entender como fazer isso. 

A tarefa é mais simples do que parece e existem alguns passos básicos para fazer uma sucessão de forma eficiente. 

Confira!

1. Verifique o seu patrimônio

Primeiro, é essencial conhecer o capital que você possui. Liste todos os bens e defina o montante que será transferido como herança. Lembre-se de considerar investimentos, empresas, imóveis, dinheiro em conta, entre outros.

2. Defina os beneficiários

Nessa etapa, é hora de definir quem serão os beneficiários que herdarão seu patrimônio. Em geral, as pessoas tendem a priorizar familiares mais próximos, que possam ser apoiados financeiramente por meio da transferência de recursos.

Não é necessário ter herdeiros diretos, pois é possível deixar os bens para quem você quiser. Até mesmo instituições de caridade podem ser as beneficiárias. Após essa definição, fica mais fácil estabelecer qual a melhor forma de fazer a transferência.

3. Conheça as alternativas

Por fim, é necessário pensar qual será a forma de transferir o patrimônio. Conheça algumas possibilidades para fazer a sucessão patrimonial!

Testamento

Essa é uma das formas de sucessão mais conhecidas. Com o testamento, você pode distribuir seus bens como desejar. No entanto, é necessário seguir as regras sobre herança legítima e quota livre.

O testamento pode ser feito de modo privado, com a ajuda de um advogado. Outra possibilidade é fazer publicamente. Nesse caso, ele é realizado em um cartório e com o apoio de duas testemunhas.

Holding familiar

A holding familiar é uma empresa que guarda o patrimônio da família ou de um grupo de pessoas. Se optar por fazer a sucessão patrimonial por esse método, a transferência de bens entre sócios ocorre da forma como foi anteriormente definida. Isso garante a permanência do capital dentro daquele grupo.

Previdência Privada e Seguro de Vida

Também existem alternativas de investimento que ajudam na sucessão patrimonial — e a Previdência Privada e o Seguro de Vida são duas delas. Em caso de falecimento do titular, ela protege os herdeiros e garante que o dinheiro seja usufruído por eles de maneira mais simples, pois não há a necessidade de um inventário.

Dessa forma, além de ser muito usada para a aposentadoria, a Previdência acaba trazendo segurança para toda a família. Na fase de acumulação, o titular do plano pode escolher o beneficiário e definir o modo como deseja receber de volta o dinheiro acumulado.

É possível escolher entre um benefício mensal ou sacar o valor total a partir de um determinado prazo, por exemplo. Essas decisões terão influência direta na sucessão patrimonial em caso de morte do beneficiário.

O Seguro de Vida é uma cobertura é voltada para proteger financeiramente as pessoas que dependem de você. Quem recebe a indenização do seguro de vida é uma pessoa indicada pelo segurado, com o objetivo de resguardar suas finanças em caso de morte.

Sabendo de tudo isso, organização é uma palavra-chave quando o assunto é sucessão patrimonial. Além de seguir os 3 passos que apontamos ao longo do artigo, é importante respeitar as regras relacionadas à herança para definir seus beneficiários. 

Lembre-se de que grandes divergências podem resultar em problemas legais no futuro. Portanto, avalie as possibilidades com atenção e proteja seu patrimônio e sua família!

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Então não deixe de entrar em contato com um de nossos assessores!

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